Paula Franco participou na conferência organizada pelo Grupo Conceito, a 6 de novembro, que decorreu no auditório António Domingues de Azevedo, em Lisboa.
A bastonária, que integrou a mesa-redonda sobre o Orçamento do Estado (OE) 2027 e proferiu a derradeira intervenção do evento, centrou as suas intervenções na proposta de lei do OE do próximo ano que se encontra em discussão na Assembleia da República e o impacto da Inteligência Artificial no desempenho profissional dos contabilistas certificados.
«Este é um documento seguro, mas que se caracteriza por várias "prorrogações". Ou seja, no próximo ano teremos mais medidas, às quais teremos de nos adaptar. Vejam o que aconteceu com o recente Pacote Habitação, que não estava previsto no OE anterior, e que rompeu com a previsibilidade existente. Enquanto isso, creio que seria fundamental clarificar muitas das leis já existentes, retirando-lhes riscos desnecessários», defendeu.
Sobre o impacto da vertiginosa sofisticação tecnológica, a responsável máxima da OCC argumentou que «apesar da progresso que a IA vai proporcionar, reinventando e reajustando a profissão, e melhorando necessariamente os tempos de trabalho e os procedimentos internos, o conhecimento e a aprendizagem serão sempre a base.»
Paula Franco aconselhou ainda «prudência e cautela» nos conteúdos partilhados através de aplicações de IA.
O painel subordinado ao OE 2027 contou ainda com a participação de Anabela Santos, consultora da Ordem e Abílio Sousa, membro do Conselho de Supervisão da OCC.